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sexta-feira, 3 de julho de 2015

As 10 coisas que eu aprendi (e ainda aprendo) com a minha Vó.

Ser admirável não é uma tarefa fácil. Se fizermos um exercício, poucas pessoas de nosso círculo nos vêm à mente e preenchem todos os requisitos - que provavelmente são diferentes para cada pessoa.

Quando eu penso em alguém admirável, eu penso na Vó Landica.
Vó mesmo, de "ô Vóóó..."

A Vó Landica tem 90 anos e uma sabedoria infinita. Não é aquela sabedoria professoral, com conselhos prontos e frases iniciadas por "no meu tempo".
É uma sabedoria simples, limpa e até mesmo inocente.

A jornada entre minha casa e o trabalho (êê São Paulo) dura em média uma hora e meia, todos os dias.
E, durante este tempo, cheguei a esta lista:

As 10 coisas que aprendi (e ainda aprendo) com a minha Vó:


1. Não corte o barato dos outros



Em um dado momento, meu Vô queria sair de São Paulo e ir morar em um sítio. Minha Vó não tinha a menor vontade, mas nem por isso deixou de acompanhá-lo nas visitas ao interior até que ele, eventualmente, desistisse da ideia.


2. Exercite a sua mente



Já perdi a conta de quantos livrinhos de palavras cruzadas ela já completou. Exercitar a mente nos mantém mais interessantes - que não é lá novidade, mas é pouco praticado.
Ela sempre tem uma curiosidade para contar, fruto das suas peregrinações pelas páginas das cruzadinhas.


3. Não guarde tudo pra você



"Então peida!" - É o que eu escuto quando alguma ligação de telemarketing cai lá em casa. Pode parecer uma fórmula pronta, mas realmente não faz bem guardar tudo.
É bom escoar a água de vez em quando para não transbordar tudo de uma vez.


4. Seja um pouco reservado...



Ela é desconfiada. Não sai de "tere-tê-tê" facil com qualquer pessoa.


5. ... mas seja aberto com as pessoas próximas


Os braços, ouvidos e ombros da Vó Landica estão sempre disponíveis para os que são próximos.


6. Ligue para quem você ama



Ligue. Ligue mesmo. Não é ligar de prestar atenção. É pegar o telefone e discar.
- Tudo bem aí, vó? Aconteceu alguma coisa?
- Oi. Não, não aconteceu nada não. Só estou ligando pra ver se está tudo bem.
♥


7. Entenda os outros, mas não tente mudá-los


A Amélia era uma amiga da minha avó. Talvez ela mereça um post só sobre ela. A Amélia falava pelos cotovelos. Muito. Muito mesmo. MESMO. Acredite.
A minha Vó ficava, muitas vezes, contrariada, para ser delicado.
Principalmente ao telefone, quando a Amélia ligava e falava por ininterruptos 45 minutos.
- Mas vó, por que você não fala pra ela parar?
- Porque ela é minha amiga. E é assim que ela é.


8. Dê gorjeta



Na época em que os Bingos eram legais no Brasil, minha vó vivia contando vantagem. Não por ganhar no bingo, mas por receber ótimo tratamento.
"Sempre que eu chego lá, eles sempre me dão um leite com chocolate como cortesia. Sabe por quê? Porque eu dou uma gorjetinha sempre que posso".
Bingo!


9. É OK ter as suas manias



As almofadas devem ficar no lugar certo. O horário de tomar a sopa são seis da tarde. Um copo de vinho sempre antes do almoço. A luz do banheiro deve ficar acesa durante a noite. E não há nada de errado nisso.


10. Ser gentil é de graça



A gentileza está nas sutilezas. "ô Beto, guardei um biscoitinho pra você aqui, tá?".
Um sorriso para todo bom dia. Ouvir antes de emitir uma opinião pasteurizada. Aconselhar de coração. Saber silenciar quando necessário. Estar dispónível. Saber dividir.


Agora me diz: a Vó Landica é ou não é incrível? ♥
Fica a proposta para a reflexão: o que você tem aprendido com os mais velhos?
 . 

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Quanto vale o seu tempo?

Albert Einstein era bom mesmo. Quando ele falou sobre relatividade, as pessoas nem imaginavam o quanto isso seria importante e o quanto isso já permeava a vida na terra. Só que essa história de relatividade atrapalhou a vida de muita gente.

Como todo mundo sabe e sente, o tempo não passa da mesma forma para as pessoas. Contudo, o tema que quero abordar aqui é um pouco mais simples: a nossa relação com o tempo dos outros.

Eu vejo que a cada dia, por culpa da "Síndrome do Umbigo", a noção de que o tempo dos outros existe vem desaparecendo. No trabalho e na vida pessoal os exemplos não param de acontecer. Você entende o que eu digo.

O problema reside na falta de respeito que é não considerar o tempo alheio. E nós só pensamos nisso quando essa falta de respeito nos atinge.

Pense naquela reunião que você organizou com muito custo, e justamente algumas pessoas-chave se atrasaram consideravelmente. Lembre da expressão dos - pontuais - presentes durante a espera e na vergonha que você passou.

Sou capaz de apostar um teco do meu dedo mindinho para dizer que os atrasados da questão não ficaram nem um pouco constrangidos com a deselegância.

De que adianta despender um enorme esforço para ser pontual, se a(s) outra(s) parte(s) não se importa(m) com isso?

Por isso, entendo que não desprezar o tempo dos outros é, no mínimo, um sinal de respeito. Nesse caso, o ditado "Quem ri por último, ri melhor" não se aplica.

Levar em conta o tempo dos outros significa aproveitar melhor a companhia, demonstrar empatia e valorizar o fato de alguém ter dado, mesmo que um pouco, o seu tempo de presente para você. Pense nisso.

Respondendo à pergunta do título deste post, o tempo de cada um tem um valor maior do que qualquer moeda que já inventaram ou que venham a criar.

Ele, o tempo, é a única moeda que não é corrente, pois quando investido, não volta mais.