Mostrando postagens com marcador presente. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador presente. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Olhando para cima...

É interessante observar, principalmente em uma cidade grande como São Paulo, as movimentações que se desenrolam nos inifinitos andares dos prédios em qualquer horário do dia ou da noite.

Esse é o tipo de coisa que faz perceber que a vida dos outros não depende nem um tantinho de nós para continuar. Elas simplesmente permanecem na mais perfeita continuidade e harmonia, independente da nossa boa vontade ou da nossa colaboração.

Sempre que ando pela av. Paulista, procuro olhar as janelas dos hotéis, dos prédios comerciais, dos residenciais... Claro, o alcance de uma visão de um Inconsequente míope não é lá grande coisa, mas as lentes de contato já colaboram um pouco.

Quando faço isso, tenho a percepção de o quanto somos pequenos em relação a tudo o que nos cerca. O senhor correndo na esteira da academia do primeiro andar do Ceasar Businness, a empregada estendendo a roupa na sacada do terceiro andar do prédio da esquina, a reunião de trabalho que reflete na janela fechada.

Nenhuma dessas pessoas fazem ideia de que eu, por alguns segundos, admirei suas atividades tão corriqueiras, tão simples.

E, por incrível que pareça, achei isso tudo muito bonito! É como se fosse uma prova de que, por mais que a humanidade faça um esforço enorme pra que tudo se acabe em efeito estufa, poluição, armas nucleares e etc, o que temos que fazer para manter o mundo girando é, nada mais, nada menos, seguir ordinariamente as nossas vidas!

Ou seja, é a deixa pra colocar as futilidades de lado, tentar se livrar da síndrome do umbigo, dar menos importância pra acontecimentos irrelevantes e viver um pouco mais do agora.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Momento de transição.

Estamos sempre vivendo em uma transição. A vida é uma transição.

Perceba como desde a sua infância, nunca houve um momento em que você estivesse em um estável apogeu com um mundo de possibilidades à sua disposição.

Mesmo quando temos a impressão de estabilidade, estamos em transição para outra condição de vida, de estado de espírito ou seja lá o que for.

Um trabalho é a transição para uma vida melhor. A condição atual é sempre um degrau que devemos subir, um obstáculo que devemos superar. Um plano que está sendo executado, uma busca inacabada, uma aspiração não conquistada.

Contudo, me questiono se essa evolução não deve ter um fim, ou, pelo menos, respiros. Veja, se pensarmos naquele tão aclamado "inconformismo positivo", quando, de fato, alcançaremos o nosso objetivo, ou chegaremos a algum lugar?

Não estou falando aqui de acomodação, nem tampouco de conformismo. A ideia é forçar as pessoas a refletirem sobre o hoje (como já dito aqui), e nessa eterna transição.

A transição não permite às pessoas enxergarem uma forma definida em suas vidas, assim como acontece com as metamorfoses dos animais (utilize a alegoria que preferir). Pense em um rosto desfocado que, de tantas mudanças, não tem absolutamente semblante nenhum.

A identidade de cada um é a maior prejudicada quando estamos em constante transição justamente por não poder se enxergar como realmente somos. Essa condição nos força imaginar sempre como seremos num futuro próximo ou distante. Ou pior, ficamos presos ao que já fomos.

Entendo que a evolução deve ser sempre contínua, perene e sólida. As subidas são necessárias. Mas um descanso, em determinados momentos, é essencial.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

O assunto é hoje.

Eu, você, nossos amigos, nossas famílias, nossos vizinhos e quem quer que seja vive todos os dias em função ou do passado ou do futuro.

Explico:
Nós nos lamentamos ou nos exultamos pelo que fizemos ou pelo que fomos no passado. Vivemos em função das nossas realizações, dos laços conquistados, dos degraus subidos. Valorizamos a nossa essência, nos orgulhamos de nossas raízes e enxergamos o mundo de acordo com a nossa experiência.

Nós também idealizamos o futuro todos os dias. Pensamos no que vamos fazer, no que vamos ser, cravamos nossas previsões sobre a nossa vida e a vida de outras pessoas. Aspiramos ao que não somos e corremos atrás daquilo que queremos fazer, de quem queremos ser.

A pergunta que eu faço é bem simples: e o que fazemos com o hoje, com o presente?

Percebi que a importância que damos ao nosso passado e ao nosso futuro muitas vezes faz com que deixemos de lado aquilo que estamos vivendo hoje.

O perigoso é talvez não percebermos que o futuro e o passado sempre existirão entre o tal "hoje". Assim, o hoje fica resignado a um tempo/espaço que não é nunca levado em consideração.

Por isso, fica aqui o apelo: vamos pensar no hoje, no agora, no presente. É ele se tornará o nosso passado. E, nesse caso, eu prefiro construir o passado a idealizar o futuro.

Cada respiração, cada sensação, cada frio na barriga, cada sorriso espontâneo, cada gargalhada deve ser sentida hoje, aqui e agora. Não quero pensar que a minha melhor risada já passou, nem que a minha maior aleria ainda não chegou.

O bom é o hoje, é o agora.

Por isso, a partir de agora, eu vou valorizar cada pedaço do meu hoje, pra que amanhã eu possa olhar pra ontem sabendo que a felicidade, na verdade, é agora.