Mostrando postagens com marcador devaneios. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador devaneios. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 13 de julho de 2015

De House of Cards a Game of Thrones, um olhar dentro de nós: uma batalha entre o bem e o mal.

Todos nós enfrentamos uma batalha da qual nem mesmo pai e mãe conhecem. Uma batalha diária entre a fina linha que nos faz ser bons our ruins. A moral e, obviamente, o bom senso, nos diz que o certo é sermos bons a todo e qualquer momento. É como se tivéssemos etiquetas de inspeção de qualidade. O conceito que carregamos de bem e mal parte do mesmo pressuposto da água e do óleo: não se misturam.

Percebo uma identificação muito grande do público com séries como House of Cards e Game of Thrones. Cético de início, ignorei várias recomendações para assistir a uma delas. Hoje, sou mais um dos viciados. Sempre que uma temporada se acaba, eu me pego pensando: porquê somos tão atraídos por estes roteiros, essas produções?

Acho que a resposta é mais óbvia do que gostaria: realidade. A forma com que os personagens são construídos e apresentados nos levam a uma identificação instantânea com um texto em que os bons não são de todo bons e os maus não são de todo ruins. Diferente do que pintam as novelas que preenchem uma programação com data de validade vencida na TV, as séries nos apresentam um cenário que encontramos todos os dias e insistimos em negar: todos nós somos bons e maus.

Do ponto de vista filosófico, só existe o bem porque o mal também existe. Sabe o que é mais contraditório? Talvez eles não sejam opostos. Talvez eles façam parte da mistura fundamental que nos forma. E (mais um) talvez isso explique nossa empatia seletiva em diversos casos, que fazem nos revoltar com questões como a da Majú Coutinho e fechar os olhos para problemas que batem à nossa porta todos os dias.

É claro que não estou dizendo que devemos ser ruin uns com os outros. Mas, utilizando a metáfora do brilhante comediante Louie CK (of course, but maybe), talvez seja mais fácil aceitar que não há apenas yin e apenas yang e, a partir daí, evoluir conscientemente. Negar a existência de nossas fraquezas é, determinantemente, enfraquecer.

Para finalizar, cito Sirius Black, personagem de Harry Potter no livro Harry Potter e a Ordem da Fênix: "Todos temos tanto luz e escuridão dentro de nós. O que importa é o lado que nós escolhemos agir. Isso é o que realmente somos."

Faz sentido. :)
_

sexta-feira, 3 de julho de 2015

As 10 coisas que eu aprendi (e ainda aprendo) com a minha Vó.

Ser admirável não é uma tarefa fácil. Se fizermos um exercício, poucas pessoas de nosso círculo nos vêm à mente e preenchem todos os requisitos - que provavelmente são diferentes para cada pessoa.

Quando eu penso em alguém admirável, eu penso na Vó Landica.
Vó mesmo, de "ô Vóóó..."

A Vó Landica tem 90 anos e uma sabedoria infinita. Não é aquela sabedoria professoral, com conselhos prontos e frases iniciadas por "no meu tempo".
É uma sabedoria simples, limpa e até mesmo inocente.

A jornada entre minha casa e o trabalho (êê São Paulo) dura em média uma hora e meia, todos os dias.
E, durante este tempo, cheguei a esta lista:

As 10 coisas que aprendi (e ainda aprendo) com a minha Vó:


1. Não corte o barato dos outros



Em um dado momento, meu Vô queria sair de São Paulo e ir morar em um sítio. Minha Vó não tinha a menor vontade, mas nem por isso deixou de acompanhá-lo nas visitas ao interior até que ele, eventualmente, desistisse da ideia.


2. Exercite a sua mente



Já perdi a conta de quantos livrinhos de palavras cruzadas ela já completou. Exercitar a mente nos mantém mais interessantes - que não é lá novidade, mas é pouco praticado.
Ela sempre tem uma curiosidade para contar, fruto das suas peregrinações pelas páginas das cruzadinhas.


3. Não guarde tudo pra você



"Então peida!" - É o que eu escuto quando alguma ligação de telemarketing cai lá em casa. Pode parecer uma fórmula pronta, mas realmente não faz bem guardar tudo.
É bom escoar a água de vez em quando para não transbordar tudo de uma vez.


4. Seja um pouco reservado...



Ela é desconfiada. Não sai de "tere-tê-tê" facil com qualquer pessoa.


5. ... mas seja aberto com as pessoas próximas


Os braços, ouvidos e ombros da Vó Landica estão sempre disponíveis para os que são próximos.


6. Ligue para quem você ama



Ligue. Ligue mesmo. Não é ligar de prestar atenção. É pegar o telefone e discar.
- Tudo bem aí, vó? Aconteceu alguma coisa?
- Oi. Não, não aconteceu nada não. Só estou ligando pra ver se está tudo bem.
♥


7. Entenda os outros, mas não tente mudá-los


A Amélia era uma amiga da minha avó. Talvez ela mereça um post só sobre ela. A Amélia falava pelos cotovelos. Muito. Muito mesmo. MESMO. Acredite.
A minha Vó ficava, muitas vezes, contrariada, para ser delicado.
Principalmente ao telefone, quando a Amélia ligava e falava por ininterruptos 45 minutos.
- Mas vó, por que você não fala pra ela parar?
- Porque ela é minha amiga. E é assim que ela é.


8. Dê gorjeta



Na época em que os Bingos eram legais no Brasil, minha vó vivia contando vantagem. Não por ganhar no bingo, mas por receber ótimo tratamento.
"Sempre que eu chego lá, eles sempre me dão um leite com chocolate como cortesia. Sabe por quê? Porque eu dou uma gorjetinha sempre que posso".
Bingo!


9. É OK ter as suas manias



As almofadas devem ficar no lugar certo. O horário de tomar a sopa são seis da tarde. Um copo de vinho sempre antes do almoço. A luz do banheiro deve ficar acesa durante a noite. E não há nada de errado nisso.


10. Ser gentil é de graça



A gentileza está nas sutilezas. "ô Beto, guardei um biscoitinho pra você aqui, tá?".
Um sorriso para todo bom dia. Ouvir antes de emitir uma opinião pasteurizada. Aconselhar de coração. Saber silenciar quando necessário. Estar dispónível. Saber dividir.


Agora me diz: a Vó Landica é ou não é incrível? ♥
Fica a proposta para a reflexão: o que você tem aprendido com os mais velhos?
 . 

terça-feira, 25 de junho de 2013

A beleza da rotina

O conceito da vida perfeita e de realização plena geralmente está ligado à liberdade de ir e vir, e entre o ir e vir, ser capaz de fazer o que bem entender: dormir até mais tarde, ler um livro, andar sem rumo pela cidade. Comer sem culpa aquele prato de comida ou gastar o seu tempo naquela procrastinagem criativa.

Talvez não seja por aí. Tempo livre é, na verdade, um fardo pesadíssimo para se carregar, e para estar estar apto a aproveitar o seu tempo livre é necessário muita maturidade. Ou rotina.

A experiência de ter muito tempo livre para fazer o que bem entender daquilo que é considerado o ativo mais valioso de nossas vidas pode ser frustrante. Todos os planos feitos enquanto o tempo não estava disponível provavelmente cairão por terra quando o peso do tempo livre se fizer presente. Afinal, liberdade demais pode ser mais perigoso do que se imagina.

Há uma crendice com a qual eu sou obrigado a concordar. Algo como "Peça um favor a quem é ocupado. Ele(a) estará apto a lidar com o problema e te ajudará dentro do prazo necessário". É verdade. Quem tem muito tempo de sobra, geralmente não tem tempo pra nada. Contraditório, mas verdadeiro.

É nessa hora que a beleza da rotina deve ser apreciada. "Mas que diabos de rotina que não me deixa viver!". Discordo. É a rotina, a bendita rotina que nos permite aproveitar o tempo livre. Ouso: é a rotina que nos faz desfrutar dos pequenos prazeres da vida, como uma manhã de domingo embaixo das cobertas, um barzinho com os amigos no final de um dia cheio ou, como diria Machado de Assis, na voz de Brás Cubas, tirar as botas apertadas ao chegar em casa. Vale ainda citar o ditado "cabeça vazia é oficina do diabo". Vai ver que é mesmo.

O tempo livre transforma os pequenos prazeres em torturas mentais. Cada minuto a mais na cama é um minuto desperdiçado, não aproveitado. A tarde de papo para o ar torna-se um peso. O passeio no parque, trivial. É entender que "quem mora na praia não vai à praia".

A rotina, portanto, nos permite desfrutar de pequenos prazeres que nem sempre são visíveis aos olhos de quem tem todo o tempo do mundo. O sabor da recompensa de quem segue uma rotina é mais doce.

Um brinde à beleza da rotina, que faz o papel da bota apertada nossa de cada dia.


"Então considerei que as botas apertadas são uma das maiores venturas da terra, porque, fazendo doer os pés, dão azo ao prazer de as descalçar. Mortifica os pés, desgraçado, desmortifica-os depois, e aí tens a felicidade barata, ao sabor dos sapateiros e de Epicuro." 
do livro Memórias Póstimas de Brás Cubas

sexta-feira, 1 de março de 2013

Uma vida reticente...


Muitos defendem a ideia de que a vida é feita de fases e deve ser superada a cada obstáculo, sem a audácia de olhar para trás. Afinal, "quem vive de passado é museu".

Discordo. A vida é feita de reticências, não de que pontos finais. A continuidade, a relação entre os acontecimentos, as revoluções de cada dia, os adventos inesperados... Tudo isso é parte fundamental de uma história única. A sua, a minha história. A do vizinho, ou de quem quer que seja.

Não obstante, o que somos e o que pensamos hoje é fruto de uma série de improváveis acontecimentos que, de tão únicos, formaram um indivíduo capaz de se diferenciar dos demais, mesmo vivendo em um mundo recheado de similaridades nos comportamentos, atitudes e opiniões. Mas não há nada tão diverso em nosso mundo quanto nós mesmos...

Aquele atraso de cinco minutos, aquela saideira, a caminhada de um quarteirão a mais... O presente inesperado, o relacionamento inacabado, a frase não dita. Uma vida não é igual à outra. Umas mais, outras menos emocionantes, é verdade...

Talvez não haja evolução humana suficiente que possa entender o motivo pelo qual todos os acontecimentos de nossa vida estejam relacionados e - talvez - tenham conspirado para forjar cada um de nós. Mas o que é fácil entender é que a natureza nos ensina que as reticências são as maiores responsáveis pela vida do que os pontos finais. Ou melhor, ...

Não é necessário um grande exercício intelectual para concordar. Há evidências de reticências em toda parte: O DNA transmitido por gerações e gerações... A constante evolução das espécies... A renovação dos ecossistemas... Os livros e legados que a humanidade insiste em deixar para trás... Tudo em nosso mundo é moldado de modo que a continuidade seja uma constante.

Por isso não há sentido em fechar portas, quebrar laços e esquecer o passado. Em todas as esferas da vida, há de se cultivar, aprimorar, evoluir. Não é preciso muito esforço. Já nascemos com o legado de dar continuidade à civilização, à família, às artes...

Há, contudo, tempo para honrar aquilo que nos faz seres únicos no meio de milhões, bilhões de similares. Valorize suas crenças. Transmita seu aprendizado, aprecie a sua história e deixe o seu legado. Por favor, não encerre sua vida. Seja reticente...
.

domingo, 21 de outubro de 2012

A angústia de viver tudo nos fazendo viver tudo. Pela metade...


Vivemos como se o atraso fosse uma condição estabelecida no momento em que os olhos se abrem toda manhã. O amanhã é um tempo que começou há uma semana. Hoje já está acontecendo há quinze dias. No ócio, a eterna sensação de desperdício.

O senso de urgência se torna o combustível da afobação. Afobados, por todos os lados, em todas as línguas, de todas as cores, vivendo como se não houvesse amanhã. E da afobação à intolerância, um respiro. É festa? Não há álcool suficiente para quem não pode se dar ao luxo de não gostar de um programa. Há de gostar. Há de ser bom. A frustração é sinônimo de perda de tempo, e não de aprendizado.

O sentimento é que esse comportamento é uma obrigação. Não está certo se não sugarmos até a  última gota de cada dia. Há sempre alguém nos cobrando intensidade. A namorada, o chefe, a TV, a família, os vizinhos. Nós mesmos. O senso comum.

Por isso, sempre tentamos viver tudo de qualquer experiência pela qual passamos. É como se estivéssemos a todo momento naqueles jogos de guerra em que temos que desbravar um mapa e, se não o fizermos, perderemos algo extremamente importante. A sensação de incompleto nos persegue de tal maneira que não há permissão para gastar um minuto a mais naquilo que se gosta, em prol da busca de algo que seja ainda melhor. Mas que, na maioria das vezes, não vem.

Impensável a leviandade de deixar algo para trás. É uma cegueira coletiva que faz com que a busca da felicidade seja eterna. Afinal, com este pensamento, a felicidade estará sempre no passado.

 .

terça-feira, 9 de outubro de 2012

What is the most astounding fact we can share about the universe?

Refletir sobre o universo, os planetas, a humanidade, de onde viemos e para onde vamos é algo que faço com muita frequência enquanto sozinho. São devaneios recorrentes. Cada dia tenho uma não-conclusão diferente sobre tudo isso e, quem sabe um dia, consigo transferir para o papel essas não-conclusões.

Por enquanto, prefiro postar o vídeo abaixo que, além de ser brilhante, permite um sem número de devaneios e teorias a partir dele. É curtinho. Vale a pena.

Mas antes, um trecho que me deixou algumas horas refletindo.

"Perhaps more important than those facts is that the universe is in us... When I reflect on that fact, I look up many people feel small because they're small and the universe is big, but I feel big... Because my atoms came from those stars..."


Clique aqui se quiser ver o vídeo em português.

.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Sobre Tintim, devaneios e solidão

Hoje fui ao cinema sozinho. Há muitos anos que não fazia isso. Para ser sincero, desde que fui assistir ao Titanic pela terceira vez. Foi uma sensação estranha entrar em um lugar em que era comum estar sempre acompanhado. Havia pouca gente. Pudera, por mais que seja uma véspera de feriado, o filme começava as quinze para as seis. Resolvi assistir de última hora, depois de uma estafante reunião de trabalho.

Em cima da hora, compro minha entrada, providencio um combo recompensador de pipoca, refri e balas de goma. Tradicional. Escolho cuidadosamente o lugar no cinema, diferente do canto que sento há anos. Mais algumas pessoas entram na sala, mas ainda assim fico com a impressão de estar ali sozinho. Solidão e ansiedade tomam meu corpo.

As luzes diminuem, a mensagem de segurança do cinema é exibida. Fico apreensivo. Tintim, meu companheiro de infância, me aguardava pacientemente atrás dos trailers que teimavam em não acabar, ao contrário do nível da pipoca que, neste momento, já correspondia aos créditos.

Inicia-se, finalmente. É possível perceber, logo nos primeiros segundos do filme, que trata-se de uma obra de arte. Cada fio de cabelo, cada característica dos personagens iam aflorando cristalinamente em minha memória. Com as lembranças, vinham também milhares de sentimentos que estavam guardados e esquecidos dentro de mim. Por mais que conhecesse a história de cabo a rabo, a cada fala, a cada cena e a cada detalhe revelado, uma parte da infância e, principalmente, daquela pessoa que eu tanto gostava de ser e que, contra a minha vontade, foi se modificando aos poucos, vinha à tona.

No desenrolar do filme, me peguei tão à vontade que parecia estar assistindo ao desenho na minha antiga casa, na TV de madeira, depois da memorável sequência da TV cultura na época: Glub-Glub, Rá-Tim-Bum, Anos Incríveis, Mundo de Beakman, Castelo Rá-Tim-Bum e, finalmente, Tintim.

Duas horas se passaram como minutos. Não é exagero dizer que Tintim está muito acima de outros heróis. Ao contrário de Harry Potter, ele não usa magia. Não precisou de mutações genéticas, como Hulk e Homem Aranha. Não se beneficia da tecnologia, como o Homem de Ferro. Tudo o que ele usa é a inteligência e a coragem.

Acaba o filme e a fica a sensação: Já? Cadê a continuação? Depois do fim dos créditos, já sem ninguém na sala, me conformei e pus-me no caminho de casa.

Como o ônibus estava demorando, me flagrei em um dos meus milhares de devaneios diários. Pensava em como ir ao cinema sozinho foi bom. Em como o sentimento de solidão está somente, e tão somente, dentro de nós. Em nenhum momento durante o programa, me senti sozinho. A liberdade de estar lá só para satisfazer a minha própria vontade me fez perceber que a solidão é uma opção que escolhemos, e não uma condição que nos é imposta.

Jamais estamos sozinhos. Carregamos sempre a melhor e mais sincera companhia que podemos ter: nós mesmos. O papo de que "é impossível ser feliz sozinho", como já dizia o poeta, é verdade até a página dois. Diria que, no caminho para ser feliz, está a felicidade em saber apreciar a própria companhia. Neste caso, a solidão é uma questão de perspectiva.

Só então, a partir da autovalorização é que os portões da felicidade se abrem. Claro, pois não reside em um terceiro a decisão, o peso e a responsabilidade de conceder a felicidade. Essa tarefa já foi cumprida, um passo antes, por quem de fato e de direito responde por ela: nós mesmos.

Pense, ainda sobre o exemplo do filme. Tintim é, basicamente, sozinho. Ninguém, além de seu cachorro Milu, faz parte do seu convívio diário. Sim, ele conta com amigos como Capitão Haddock e os atrapalhados Dupont e Dupont. Mas não depende deles para seguir em frente.

Por fim, chego à conclusão que assistir ao filme sozinho não foi bom somente para me abrir os olhos para algo que até então julgava ser o retrato da solidão. Assistir Tintim sozinho foi, sem sombra de dúvidas, o melhor e mais profundo mergulho que dei dentro de mim.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Chocante simplicidade

É curioso observar que quanto mais o tempo passa, mais complexas as coisas e suas composições ficam.  A tecnologia e os sentimentos, representando o antagonismo, dão a impressão de que não há limites para a ciência do "complicômetro".

Atualmente nada mais choca. Aliás, na arte, por exemplo, o último que fez isso foi Marcel Duchamp e o seu famoso mictório. A partir de lá, estamos em uma busca incessante por choques e mais choques de diferentes naturezas e culturas, que foram se sucedendo de modo a criar um efeito em cadeia, fazendo com que hoje não nos choquemos mais.

Os artistas, sinto dizer, pouco ou nada chocam. Claro, estamos falando daqueles cujo propósito é chocar. A nudez já não é um escândalo. Pinturas, tampouco. Músicas delatoras, já não fazem mais sucesso. Nem mesmo aquelas cujo mote principal é sexo e palavrão.

Voltando ao assunto, hoje o calo das pessoas com está muito grande. O choque com atitudes, discursos, e as artes em geral, já entrou em uma preocupante e irreparável banalização. Isso impede que assuntos verdadeiramente importantes (e chocantes) como a política e seus desdobramentos, por exemplo, sejam ignorados. Os choques que sofremos foram tantos e tão frenéticos que nos tornou passivos, conformados com situações que deveriam ser inaceitáveis.

Sabendo que tudo não é nada mais do que um ciclo, atualmente o que choca são as coisas verdadeiramente simples. Vemos casamentos rebuscados, festas estonteantes, comidas cheias de frufrus, computadores com games incríveis. Mas o que lembramos é daquele namorico de portão, da reunião não planejada com os amigos, do arroz com feijão da mãe e a emoção do esconde-esconde. Tudo, além de não depender da tecnologia, era de graça.

Por isso, faço mea-culpa aqui e retifico o dito acima: não é a simplicidade que choca.

A simplicidade encanta.

No fim, fica o apelo: vamos parar de tentar chocar. O choque já nos foi muito útil em outros tempos. Em meio a um turbilhão de emoções, informações e inovações, o que faz a diferença é a simplicidade genuína e sincera, que não precisa de rococós para acontecer e encantar.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Trabalhando a velocidade interna

De tempos em tempos, algumas coisas chamam a atenção em momentos absolutamente inusitados. O último insight foi durante uma palestra, em uma convenção da empresa. Uma frase do renomado palestrante ecoou nos ouvidos e fez o mais absoluto sentido. Ele disse que, segundo a psicologia, temos que manter a nossa velocidade interna baixa.

Não sou psicólogo e tampouco pretendo aqui explicar o que este termo significa em sua literalidade. Vou me limitar a dizer que o termo tem um sentido incrivelmente verdadeiro quando pensamos em todas as esferas da vida.

Todas as decisões - profissionais e pessoais - que tomei quando estava com a tal velocidade interna baixa foram acertadas. Os meus maiores sucessos se relacionam com esse "estado de espírito". Se você pensar um pouco a respeito, é provável que chegue à mesma conclusão.

Sou assumidamente apressado e extrovertido, e apontado como hiperativo. Muitas vezes as minhas palavras não conseguem acompanhar o meu pensamento, e por isso, às vezes chego a gaguejar. Por isso tive facilidade de enxergar o benefício de ter a velocidade interna reduzida para tomar decisões.

A calma, o raciocínio lógico, a frieza e o bom senso trabalham em perfeita harmonia quando estamos na condição de velocidade interna baixa. Isso favorece decisões corretas, diminuindo drasticamente as chances de arrependimento.

No fim das contas, o aprendizado é constante e a velocidade interna varia de acordo com os nossos sentimentos e as urgências do dia a dia. Contudo, a partir de agora, a consciência sobre a velocidade interna já existe e, portanto, utilizar esse subterfúgio ao nosso favor pode fazer diferença.

Trabalhar esse controle de velocidade não tem sido, nem de longe, fácil. E não há fórmula para tal. Ao mesmo tempo, não deve ser mentalmente saudável permanecer sempre em velocidade interna baixa. Neste caso o equilíbrio também deve se fazer presente, mas o descontrole não.

A ideia não é construir um robô envolto em racionalidade e frieza, mas diminuir as chances de precipitação que tanto atrapalha os nossos pequenos passos. Afinal, o imponderável pode ser delicioso, desde que estejamos prontos para lidar com ele.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Médicos: os Deuses dos tempos modernos


Tenho tido algumas experiências com médicos que me fizeram pensar em algo que muita gente já diz por aí. Os médicos são os Deuses dos tempos modernos.

É terminantemente proibido questioná-los, pois do alto de sua sabedoria e sapiência infinita, não conseguem, em sua maioria, tratar com o mínimo de respeito aqueles que não são especialistas em medicina.

"Bom dia", "boa tarde", ou uma explicação decente sobre um tratamento, procedimento ou algo do tipo é um luxo de quem pode pagar pela sua consulta particular. Ou nem deles.

Ok, a generalização aqui tem um único intuito: gerar polêmica e contribuir para uma reflexão mais apurada sobre a atitude profissional de cada médico. O Inconsequente aqui, além de se consultar em vários deste tipo, já trabalhou em empresas de saúde com renomados doutores (e outros nem tanto assim).

Que os Deuses dos tempos modernos não venham alegar que a quantidade de pacientes é grande, que as condições de trabalho não são as ideais e etc. Isso, meus caros, chama-se realidade. Cada pessoa no nosso país tem suas próprias reclamações sobre as condições de seu trabalho, sobre seus salários e o que for. Não é um fardo somente de sua classe. Aceite. Reivindique. E trabalhe, como tantos outros.

Atitudes como educação, respeito, paciência deveriam ser pré-requisitos para o ingresso dessas pessoas no curso de medicina. Cuidado: não confunda uma reivindicação por mais zelo com criação de vínculos afetivos. Ninguém aqui está pedindo para que cada médico torne-se um amigo de infância de seus pacientes.

Já cansei de ouvir "causos" de populares que, por falta de informação (que deveria ser provida pelo seu médico) erraram a mão no tratamento, sofreram mais que o necessário e passaram por outras milhares de sortes de encrencas. Isso sem falar no desaforo que muitos sofrem somente ao esperar um atendimento (isso, quando o atendimento acontece). Não vou falar sobre o problema crônico da saúde pública por que este tema merece um post só dele.

Aqueles médicos que sabem tratar seus pacientes como pessoas e não como cobaias, acabam por destacar-se entre outros milhares de profissionais. Curioso, não é?

House é um ótimo estereótipo do que digo aqui. O cara é brilhante, mas não sabe ser gentil com uma formiga. Será o autor/criador da série foi tão inventivo a ponto de criar algo fantasioso ou será que, ao idealizar o seu protagonista, ele levou em consideração o sentimento comum para que sua série fosse um sucesso?

Não à toa, a palavra de ordem dos empresários da saúde é "Humanização". Até eles já perceberam. Agora, meus caros, é hora de colocar em prática.

Às exceções, perdão. Sei que vocês não irão se importar.

Por fim, uma sacada esperta do Inconsequente (pesquisei no Google, antes que venham dizer que copiei):
"A unanimidade é burra. E essa é uma opinião unânime."

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Ah, essa leseira...

Se tem uma coisa que sei fazer muito bem, e sem nenhuma modéstia, conheço poucas pessoas melhores do que eu, é não fazer nada.

Sinto um tremendo prazer em ficar lagarteando horas a fio sem mover uma palha. Nesse momento, sinto que poderia ficar anos sem fazer nada, caso reconhecessem o meu talento em não ter talento algum e brotasse uma grana dessa não-atividade.

Essa certeza sempre vem à tona lá pelas três da tarde: o corpo está preocupado em concentrar as energias para digerir toda a maçaroca do almoço e aquela moleza vem te abraçando e te ninando como se fosse a mais irresistível das mulheres.

Outra situação que eu sempre causa saudades: que saudade do cochilo no sofá. Não há momento melhor para "puxar uma paia" do que o fim do vídeo show e o começo da "A Lagoa Azul".

É uma sensação que deveria ter sido valorizada quando tinha a oportunidade de me afundar no sono pós-almoço e não o fazia. Eu sei, você também está se lamentando por isso.

Por isso, não troco minha cama, ou meu sofá por um colchão ou festa qualquer. Neste momento, invejo os espanhóis e sua famosa siesta.

Hoje ninguém afeta o meu plano de dormir decentemente todas as noites durante a semana, e  indecentemente aos finais de semana.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Generosidade?

Sempre que escutava a palavra generosidade, automaticamente se montava na minha cabeça uma imagem de um velhinho colocando uma moeda no chapéu do mendigo.

Claro, esse pensamento capitalista deve ter sido plantado de uma forma quase espontânea ao longo da minha infância. E da sua também. É comum relacionarmos a generosidade ao dinheiro. Minto?

Mas, generosidade, uma palavra tão forte e bonita é muito mais que isso.

Quando um ator é generoso, ele deixa que o seu parceiro de cena brilhe. Essa é a melhor analogia de generosidade que posso encontrar. Não devemos confundi-la com piedade, ou pior, com dó.

Mais: não se deve ser generoso somente quando alguém precisa ou merece. Devemos ser generosos em todo momento, indiscriminadamente. Sou capaz de apostar que foi de acordo a máxima "faça aos outros o que você gostaria que fizessem a você" que a generosidade entrou com tudo no vocabulário popular.

É importante entender que a generosidade é um conceito que pode abranger desde o maior gesto de entrega de uma pessoa para outra até um simples reconhecimento de piscar de olhos.

E, por mais que haja o interesse de receber de volta aquilo que estamos proporcionando ou fazendo a outra pessoa, é legítimo ser generoso em busca de generosidade. Pense nisso.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Silêncio definitivo.

Estamos acostumados ao barulho. Principalmente quem vive nas grandes cidades. Há uma familiarização geral de todos nós com os sons, as palavras e orações que estão presentes em nosso caminho todo santo dia.

As buzinas e os motores dos carros que nos acompanham em nosso trajeto, as conversas paralelas das pessoas no trabalho, na faculdade, na fila do banco ou onde você estiver. Os sons de cada fonema de uma longa - ou curta - conversa também formam um pouco desse barulho que aturamos escutamos todos os dias.

O barulho já está tão incorporado em nossos comportamentos que pouco ou nada reparamos no silêncio.

O silêncio que é, em cada forma de expressão, definitivo. Completo. Veja, o silêncio é tão simples que se explica na ausência do barulho, na falta de som. Não precisa de palavras ou gestos para se fazer compreender.

Em cada situação, o silêncio sempre termina com a razão. "Quem cala consente", diz a sabedoria popular.

Estou calado quanto a isso.

Fabrício Carpinejar já fez algumas definições bacanas sobre o silêncio. Veja aqui, aqui e aqui.

O Silêncio traz a suprema aprovação ou a indesejada reprovação. Indica o ridículo e aplaude o extraordinário. Define o engraçado e censura o nefasto. Em alguns casos, o silêncio é uma prece.

Por isso, espero poder compreender cada silêncio que aparecer em meu caminho. Quem sabe, desta forma, isso me dê pistas para notar melhor os barulhos à minha volta.

Por fim, por favor, entenda. Prefiro fazer um pouco de silêncio.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Boa, Lulu.

Nesses dias escutei uma música que não ouvia há um bom tempo, e sem querer resolvi prestar atenção na letra. E mais: pensei que, se a letra fosse escrita como um texto, e não em estrofes, daria um texto incrível.

Por isso, reproduzo aqui, em texto corrido, a música “Já É”, do Lulu Santos.

Repare em como ela fala com todo mundo. É universal, como a maioria dos assuntos tratados aqui neste blog, e tem uma profundidade simples que é muito difícil de atingir.

Por isso a música e as artes em geral têm um poder transformador muito difícil de imitar. Ela chega até o seu problema, ou até o que você sente, te pega por um laço e te leva sem que você saia do lugar.

Nesse momento, defesa não existe e você já está envolvido com a levada da arte que te fisgou.

Leia e reflita com ela. Depois note como a nossa percepção muda quando a lemos em estrofes e me diga o que achou:

“Sei lá... Tem dias que a gente olha pra si, e se pergunta se é mesmo isso aí: o que a gente achou que ia ser quando a gente crescer? E nossa história de repente ficou alguma coisa que alguém inventou...

A gente não se reconhece ali, no oposto de um déjà vu...

Sei lá... Tem tanta coisa que a gente não diz, e se pergunta se anda feliz com o rumo que a vida tomou (no trabalho e no amor). Se a gente é dono do próprio nariz, ou o espelho é que se transformou, a gente não se reconhece ali, no oposto de um vis a vis.

Por isso eu quero mais, não dá pra ser depois do que ficou pra trás na hora que já é.”

segunda-feira, 21 de março de 2011

Por um mundo sem você, talvez...

Talvez eu não tivesse que escrever este post agora.

Talvez eu tenha demorado pra atualizar o blog, mas talvez tenha esperado o tempo certo.

É, talvez... Você, que não passa de uma palavra, tornou-se dispensável para mim. Por sua culpa, talvez, as pessoas não têm certeza de onde ir, o que fazer e o que pensar. Inclusive eu, que sou um Inconsequente.

Por isso, peço que você fique o mais longe possível de mim e das pessoas que me cercam. Você, talvez, só causa estranheza, incerteza e desconfiança. Eu sei, talvez, você não tem culpa. Já nasceu assim.

Talvez, você seja o responsável pela maioria das atitudes das pessoas. Eu sei que elas só se movimentam quando sentem-se desconfortáveis. Você, talvez, instiga a não-acomodação alheia. Admiro isso. E só.

Talvez você nem saiba que a culpa por fim de relacionamentos, por conclusões precipitadas, por passos mal dados, por caminhos tortos e outras coisas do gênero, seja sua.

Mas talvez, por isso mesmo, eu queira você bem longe. Você é tão perigoso que não mede e não conhece, talvez, a força que tem.

Eu sei também, que não é você quem vai atrás das pessoas para inundar as suas vidas com insegurança, talvez. É o contrário que, na maioria das vezes acontece. As pessoas, ou no caso, nós, é que deixamos, ou mais, convidamos você para passar um tempo em nossas casas.

Você é como aquela mulher do golpe do baú. Chega de mansinho, vai tomando conta da nossa vida, e quando percebemos a sua presença e as suas reais intenções, já é tarde.

Mas, apesar disso, às vezes, talvez seja você que nos faz entender o real valor das coisas. Não que isso seja o correto. Até por que, mesmo quando você ensina alguma coisa, você talvez esteja atrasado, e esse entendimento já não vale de mais nada.

Percebi isso ao ler uma frase que no twitter, acabei retuitando no domingo. Ela exemplifica bem o efeito do talvez, e que, talvez, ainda não tenhamos nos dado conta:

"Se você precisou da minha ausência para saber do meu valor, é porque talvez você nunca tenha merecido a minha presença."

Por isso, e por tudo isso, talvez, desejo que um dia, quem sabe, você possa evoluir e se tornar uma certeza dessas bem grandes, que por mais avassaladoras que sejam, trazem no seu mínimo bem o máximo que o talvez pode trazer.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Portuñol: la aula!‏

Cuemo todos nosotros sabemos, hablar español requer, en la verdad, un poquito de treinamiento.

Pero, se usted hasta coñece la lengua portuguesa, todo o que tienes a hacer é dar una fuerçadita en el sotaque e en el diminutivos, alién de introduzir las vogais dientro de las palavritas.

Presta la tención en la frase de ejemplo: “Hoy, yo me sientei en la caderita, mirei la pelota e piensei: ¿Dios! Quien haberá de ter feito un furito en el cuero?”

Otra dica que yo puedo dar a usted és la utilización de la puntuación indicactivita de la pregunta. La junción de las teclas ‘Alt + 168’ resulta en el puento de exclamación de puenta cabeza: ¿.

Tenemos un ótimo exemplito de portuñol en la noviela de las siete: Victor Valentin, que en la verdád já fuê otra persona, que hoy já no és más. Con todo su repertório de palabras sotaqueadas, demuenstra como és possible se hacer entendier mesmo que non se saiba un nadita de español.

Por isso, mis caros, yo preparé este “post-guia práctico” del la lengua española, para que usted saiba, en el mínimo, solicitar un cachuerro quiente e una coca-cuela afuera de su país.

Un grande abracito,

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Encontrei um famoso...

Em primeiro lugar, entenda por famoso uma pessoa pública que você admira, e não ex-BBB's, ok?

É engraçado como não conseguimos prever e controlar nossas reações quando estamos diante de uma pessoa que admiramos. Já tive reações planejadas e reações completamente fora do que eu imaginava que teria.

Às vezes, quando vejo que o tal famoso está na área, já fico me perguntando:

"Será que vou até lá abordar o sujeito?"
"Cumprimento e puxo papo ou cumprimento e saio andando?"
"Será que espero ele me dar uma abertura pra fazer um comentário?"
"Será que ela tá de bom humor?"
"Será que não vou interromper um momento pessoal?"
"Será que eu vou perder essa chance?"
"Será que ela vai descobrir um talento em mim e me transformar em rico famoso?"

O fato é que algumas pessoas habitam o nosso imaginário como intocáveis, e acabam nos intimidando só com a sua presença. Mas pense pelo outro lado: será que esse monte de gente te admirando também não é motivo para se intimidar?

Por fim, outra coisa que acho que muita gente deve confundir: o fato de um famoso ter conversado com você, ter sido simpático e amigável não quer dizer que ele seja seu amigo. Já vi muita gente achando que por ter recebido um reply no twitter é parceiro de infância do transeunte formador de opinião.

Acontece que tenho a impressão de que nunca vou saber como me comportar na frente de uma pessoa dessas. E se, um dia fosse eu quem estivesse no papel do famoso, provavelmente também não saberia.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

O assunto é hoje.

Eu, você, nossos amigos, nossas famílias, nossos vizinhos e quem quer que seja vive todos os dias em função ou do passado ou do futuro.

Explico:
Nós nos lamentamos ou nos exultamos pelo que fizemos ou pelo que fomos no passado. Vivemos em função das nossas realizações, dos laços conquistados, dos degraus subidos. Valorizamos a nossa essência, nos orgulhamos de nossas raízes e enxergamos o mundo de acordo com a nossa experiência.

Nós também idealizamos o futuro todos os dias. Pensamos no que vamos fazer, no que vamos ser, cravamos nossas previsões sobre a nossa vida e a vida de outras pessoas. Aspiramos ao que não somos e corremos atrás daquilo que queremos fazer, de quem queremos ser.

A pergunta que eu faço é bem simples: e o que fazemos com o hoje, com o presente?

Percebi que a importância que damos ao nosso passado e ao nosso futuro muitas vezes faz com que deixemos de lado aquilo que estamos vivendo hoje.

O perigoso é talvez não percebermos que o futuro e o passado sempre existirão entre o tal "hoje". Assim, o hoje fica resignado a um tempo/espaço que não é nunca levado em consideração.

Por isso, fica aqui o apelo: vamos pensar no hoje, no agora, no presente. É ele se tornará o nosso passado. E, nesse caso, eu prefiro construir o passado a idealizar o futuro.

Cada respiração, cada sensação, cada frio na barriga, cada sorriso espontâneo, cada gargalhada deve ser sentida hoje, aqui e agora. Não quero pensar que a minha melhor risada já passou, nem que a minha maior aleria ainda não chegou.

O bom é o hoje, é o agora.

Por isso, a partir de agora, eu vou valorizar cada pedaço do meu hoje, pra que amanhã eu possa olhar pra ontem sabendo que a felicidade, na verdade, é agora.