Depois de muitas coisas ditas e não ditas sobre a usina de Belo Monte, acabei lendo a opinião de um renomado jornalista, Reinaldo Azevedo, sobre toda essa história (clique aqui e leia o texto). Li com muita calma o seu post, e escrevo aqui (como fiz nos comentários), a minha opinião direcionada ao jornalista, em primeiro lugar, sobre o texto, e em segundo lugar, sobre Belo Monte.
Recomendo que leia primeiro o post dele, para depois chegar às minhas observações sobre. E depois, coloque seus pontos.
Compreendo seu ponto de vista, caro Reinaldo.
Contudo, sinto em seu texto muitas das críticas que você mesmo dirigiu à iniciativa.
Você me pareceu tão "dono da verdade" quanto aqueles que condena.
Uma das coisas que me incomoda é o seu pensamento exclusivamente matemático. Em sua essência, a lógica matemática não considera a relação humana. É uma análise fria (válida) da situação, concorda?
Deste pressuposto, a observação sobre proporção territorial, as considerações sobre remoção da população ribeirinha, capacidade de geração de energia e etc, não avalia aspectos que, em minha opinião (e de muitos impactados com a campanha) são fundamentais:
1. A vida
2. O precedente
Explico: ao "desmerecer" a quantidade do território destinado aos indígenas (não falo de desalojamento, já que defende a ideia de que nenhum indígena será afetado) você está dando de ombros para uma questão primordial: o respeito à vida. "Pobres indígenas, mal sabem as maravilhas do conforto da vida moderna", leio nas entrelinhas de seu - arrogante - texto. Já parou para pensar que os mesmos indígenas podem pensar "pobres homens brancos, não sabem respeitar o ambiente onde vivem...".
Compreender o outro lado da moeda, prezado Reinaldo, chama-se empatia. Está cada vez mais difícil de conseguir essa façanha hoje em dia. Pelo que pude perceber, você não conseguiu neste caso.
Segundo ponto: precedente. Muitas ações equivocadas são tomadas pelo fato de haver precedentes que, em teoria, justificam a recorrência de um erro, seja ele ambiental, social ou de qualquer outra natureza. Não é preciso ir muito longe para atestar isso.
É importante ponderar: você, ao utilizar técnicas que muitos dos colegiados em direito se utilizam, desmerece os interlocutores que trouxeram a mensagem em questão à tona. Se não era do seu interesse saber quem eram as pessoas, seria muito melhor omitir esse fato ao invés de reforçá-lo, como forma de diminuir a importância daqueles que tentam chamar a atenção para a causa.
"Ah, mas mesmo com tudo isso, o Brasil precisa de energia para crescer economicamente, proporcionar melhores condições de vida aos pobres e etc...". Concordo. É importante sedimentar condições para que o país e sua economia prosperem, gerando mais facilidades para sua população. A pergunta que me permito fazer é: a que custo?
Talvez Belo Monte de fato não represente todo esse monstro que pintaram. Você baliza essa opinião muito competentemente com fatos e dados. Mas Belo Monte talvez represente o primeiro passo em direção à permissividade da prosperidade a qualquer custo.
Em minha opinião, se é que ela lhe interessa, ainda não sei. Não formei nenhum juízo sobre a questão. Posso dizer que fiquei sensibilizado com a causa das nobres personalidades que você diz não conhecer. Mas isso não tapa meus olhos e ouvidos para novas opiniões, como a sua.
O fato de eu concordar com você ou não, não me dá direito, em nenhuma instância, de ridicularizar sua postura. Contudo, se o objetivo era criar polêmica, você de fato, deve estar orgulhoso de si. Já se o objetivo do texto foi refutar os princípios do movimento, acredito que tenha lhe faltado tato.
Mais uma vez: respeito sua opinião, a ponto de me dar ao trabalho de te dizer que li cada palavra escrita. Mas não me dou ao direito de lhe ridicularizar por sua postura. Peço também que veja nos comentários de seu post (que são muitos), várias informações de pessoas que me parecem ter conhecimento de causa quando falamos sobre matrizes energéticas, meios de produção e consequências ambientais.
Espero que a discussão sobre Belo Monte continue fervorosa, pois é do interesse de todos nós. Que essas discussões não se atenham ao ridículo, mas à praticidade, viabilidade, interesses genuínos e posições responsáveis que se comprometam sim, com o crescimento do Brasil e com o conforto da população, mas que não desprezem o exemplo, a vida e o planeta.
Um abraço.
Atualização às 16h04 (25/11): o comentário acima, deixado por mim em seu blog, foi recusado pela moderação.
Inconsequente, intermitente, inconsciente, insalubre, inconsistente, impaciente e inconveniente.
Mostrando postagens com marcador relacionamentos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador relacionamentos. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Realidade paralela...
Há uns tempos, eu era capaz de apostar minha bola direita que essa história de matrix, de realidade virtual, de redes sociais e tudo mais era uma aposta muito louca dos nerds, e que, depois de um certo tempo, tudo acabaria desaparecendo, como aconteceu com o falecido ICQ.
Bobagem minha.
Lendo alguns posts da Marina, no Corra Mary, percebi que cada vez mais os comportamentos das pessoas nas redes sociais vêm imitando o nosso comportamento real. Inconsequente e criativo que sou, já consigo imaginar o dia em que o comportamento virtual será considerado o "oficial" e o comportamento do dia a dia, cara a cara, será considerado secundário.
Será que esse dia está muito distante? Sou capaz de apostar que não.
Veja, assistindo a uma palestra há alguns meses, tomei conhecimento de uma pesquisa realizada na Alemanha com pré-adolescentes de 13, 14 anos (se alguém tiver mais infos sobre a pesquisa, é só mandar).
A proposta era a seguinte: um menino e uma menina foram colocados frente a frente para se conhecer em uma conversa. Após um tempo de exposição, nenhum dos dois havia trocado meia dúzia de palavras. A conversa não se desenvolveu. O menino com vergonha de fazer uma abordagem, e a menina sem jeito de iniciar uma conversa, ou esboçar uma reação mais amigável.
Depois disso, utilizaram os mesmos personagens para outra conversa (sem que eles soubessem que o outro tratava-se da mesma pessoa), só que desta vez via SMS. Resultado: a conversa foi ótima, ambos se entenderam maravilhosamente bem e não houve nenhum tipo de intimidação.
Sentiram-se mais confortáveis e propensos a um tipo de interação com a "proteção" da tecnologia, ao invés da exposição física, do olho no olho, frente a frente.
Enfim, é para se pensar... Quem sabe, lá na frente, uma das habilidades mais valorizadas não será a de se relacionar bem com outras pessoas... pasmem, no mesmo ambiente que você?
ps: ainda sei de cor o meu número do ICQ: 178975509. "ó-ou".
Bobagem minha.
Lendo alguns posts da Marina, no Corra Mary, percebi que cada vez mais os comportamentos das pessoas nas redes sociais vêm imitando o nosso comportamento real. Inconsequente e criativo que sou, já consigo imaginar o dia em que o comportamento virtual será considerado o "oficial" e o comportamento do dia a dia, cara a cara, será considerado secundário.
Será que esse dia está muito distante? Sou capaz de apostar que não.
Veja, assistindo a uma palestra há alguns meses, tomei conhecimento de uma pesquisa realizada na Alemanha com pré-adolescentes de 13, 14 anos (se alguém tiver mais infos sobre a pesquisa, é só mandar).
A proposta era a seguinte: um menino e uma menina foram colocados frente a frente para se conhecer em uma conversa. Após um tempo de exposição, nenhum dos dois havia trocado meia dúzia de palavras. A conversa não se desenvolveu. O menino com vergonha de fazer uma abordagem, e a menina sem jeito de iniciar uma conversa, ou esboçar uma reação mais amigável.
Depois disso, utilizaram os mesmos personagens para outra conversa (sem que eles soubessem que o outro tratava-se da mesma pessoa), só que desta vez via SMS. Resultado: a conversa foi ótima, ambos se entenderam maravilhosamente bem e não houve nenhum tipo de intimidação.
Sentiram-se mais confortáveis e propensos a um tipo de interação com a "proteção" da tecnologia, ao invés da exposição física, do olho no olho, frente a frente.
Enfim, é para se pensar... Quem sabe, lá na frente, uma das habilidades mais valorizadas não será a de se relacionar bem com outras pessoas... pasmem, no mesmo ambiente que você?
ps: ainda sei de cor o meu número do ICQ: 178975509. "ó-ou".
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Generosidade?
Sempre que escutava a palavra generosidade, automaticamente se montava na minha cabeça uma imagem de um velhinho colocando uma moeda no chapéu do mendigo.
Claro, esse pensamento capitalista deve ter sido plantado de uma forma quase espontânea ao longo da minha infância. E da sua também. É comum relacionarmos a generosidade ao dinheiro. Minto?
Mas, generosidade, uma palavra tão forte e bonita é muito mais que isso.
Quando um ator é generoso, ele deixa que o seu parceiro de cena brilhe. Essa é a melhor analogia de generosidade que posso encontrar. Não devemos confundi-la com piedade, ou pior, com dó.
Mais: não se deve ser generoso somente quando alguém precisa ou merece. Devemos ser generosos em todo momento, indiscriminadamente. Sou capaz de apostar que foi de acordo a máxima "faça aos outros o que você gostaria que fizessem a você" que a generosidade entrou com tudo no vocabulário popular.
É importante entender que a generosidade é um conceito que pode abranger desde o maior gesto de entrega de uma pessoa para outra até um simples reconhecimento de piscar de olhos.
E, por mais que haja o interesse de receber de volta aquilo que estamos proporcionando ou fazendo a outra pessoa, é legítimo ser generoso em busca de generosidade. Pense nisso.
Claro, esse pensamento capitalista deve ter sido plantado de uma forma quase espontânea ao longo da minha infância. E da sua também. É comum relacionarmos a generosidade ao dinheiro. Minto?
Mas, generosidade, uma palavra tão forte e bonita é muito mais que isso.
Quando um ator é generoso, ele deixa que o seu parceiro de cena brilhe. Essa é a melhor analogia de generosidade que posso encontrar. Não devemos confundi-la com piedade, ou pior, com dó.
Mais: não se deve ser generoso somente quando alguém precisa ou merece. Devemos ser generosos em todo momento, indiscriminadamente. Sou capaz de apostar que foi de acordo a máxima "faça aos outros o que você gostaria que fizessem a você" que a generosidade entrou com tudo no vocabulário popular.
É importante entender que a generosidade é um conceito que pode abranger desde o maior gesto de entrega de uma pessoa para outra até um simples reconhecimento de piscar de olhos.
E, por mais que haja o interesse de receber de volta aquilo que estamos proporcionando ou fazendo a outra pessoa, é legítimo ser generoso em busca de generosidade. Pense nisso.
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Questão de prioridade
Estive pensando em como a questão "prioridade" é relativa e volátil.
Relativa por que a prioridade de cada um em qualquer aspecto de sua vida é influenciada pela doença chamada "Síndrome do Umbigo".
Ou seja, o que é prioridade para fulano pode não ser a prioridade do ciclano. Daí a dificuldade de conciliar planos, compartilhar projetos ou dividir ideias. Para que isto aconteça, é necessária uma convergência de sentido de prioridades, tornando o objetivo de todos os envolvidos em algo comum.
O que se observa é que, mesmo para duas pessoas, a convergência não é fácil de acontecer. A questão "volatilidade" entra aqui. Uma prioridade deve ser compartilhada por essas duas pessoas em ordem de importância e ao mesmo tempo.
Só que atualmente, com a velocidade dos acontecimentos, as opiniões não são lá muito sólidas, e mudam com a mesma velocidade das informações.
Imagine a seguinte situação, e veja se você já viveu algo parecido:
Um grupo de amigos se reúne em uma casa. A dúvida: pedir pizza ou esfihas? Três querem pizzas e dois, esfihas. Como a maioria vence, iniciam a ligação para fazer o pedido. Eis que, em um momento, um dos três que preferiam a pizza muda de time e diz que prefere esfiha. Está feita a bagunça. Daí pra frente, você pode imaginar quanto tempo levaram para finalizar o pedido.
A situação levanta perguntas simples:
- A prioridade do grupo era matar a fome em pouco tempo ou escolher o melhor prato?
- O que é mais importante: acabar com a fome ou vencer a discussão?
Assim, temos mais um agravante (a vaidade) para que a prioridade seja, de fato, uma prioridade para os envolvidos e não somente mais um assunto da agenda de discussões.
O medo é que, num mundo onde a reina a individualidade, as prioridades se tornem tantas que não saberemos mais reconhecer o que é realmente importante.
E, cá entre nós, o importante é ser a prioridade de outra pessoa, e não das circunstâncias. Que um dia, todos possam ter a certeza de que alguém sempre olha por você, e que esse alguém não sejam seus pais.
A sensação deve ser boa.
Relativa por que a prioridade de cada um em qualquer aspecto de sua vida é influenciada pela doença chamada "Síndrome do Umbigo".
Ou seja, o que é prioridade para fulano pode não ser a prioridade do ciclano. Daí a dificuldade de conciliar planos, compartilhar projetos ou dividir ideias. Para que isto aconteça, é necessária uma convergência de sentido de prioridades, tornando o objetivo de todos os envolvidos em algo comum.
O que se observa é que, mesmo para duas pessoas, a convergência não é fácil de acontecer. A questão "volatilidade" entra aqui. Uma prioridade deve ser compartilhada por essas duas pessoas em ordem de importância e ao mesmo tempo.
Só que atualmente, com a velocidade dos acontecimentos, as opiniões não são lá muito sólidas, e mudam com a mesma velocidade das informações.
Imagine a seguinte situação, e veja se você já viveu algo parecido:
Um grupo de amigos se reúne em uma casa. A dúvida: pedir pizza ou esfihas? Três querem pizzas e dois, esfihas. Como a maioria vence, iniciam a ligação para fazer o pedido. Eis que, em um momento, um dos três que preferiam a pizza muda de time e diz que prefere esfiha. Está feita a bagunça. Daí pra frente, você pode imaginar quanto tempo levaram para finalizar o pedido.
A situação levanta perguntas simples:
- A prioridade do grupo era matar a fome em pouco tempo ou escolher o melhor prato?
- O que é mais importante: acabar com a fome ou vencer a discussão?
Assim, temos mais um agravante (a vaidade) para que a prioridade seja, de fato, uma prioridade para os envolvidos e não somente mais um assunto da agenda de discussões.
O medo é que, num mundo onde a reina a individualidade, as prioridades se tornem tantas que não saberemos mais reconhecer o que é realmente importante.
E, cá entre nós, o importante é ser a prioridade de outra pessoa, e não das circunstâncias. Que um dia, todos possam ter a certeza de que alguém sempre olha por você, e que esse alguém não sejam seus pais.
A sensação deve ser boa.
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Me vê um manual, por favor...
Muitas vezes me pego pensando que a vida seria mais fácil se algumas coisas, situações ou acontecimentos viessem com um manual de instruções.
Pense naquele dilema infinito no seu trabalho... Ou naquelas palavras de alguém que você não soube interpretar. Agora imagine as mesmas situações com um manual à sua disposição.
Ficou mais fácil, né?
Eu sei, você está pensando: "Mas se tudo tivesse um manual, qual seria a graça da vida?".
Arrisco a dizer que, se houvesse um manual, nós perderíamos menos tempo com suposições, borboletas no estômago, achismos infundados e manteríamos a nossa atenção no que de fato importa.
Algum texto por aí diz que a felicidade está em buscá-la, ou algo que o valha. Eu discordo. Se fosse, de fato, o caminho não seria espinhoso e desleal.
Ou seja, a suposição está equivocada. Na verdade, a felicidade da proposição está em superar obstáculos. Não a vejo assim também. E nem é de felicidade que estamos falando.
A questão aqui, é no fim das contas, um pedido para que as pessoas sejam mais claras e sinceras possível, ou tanto quanto puderem ser.
Esse tipo de atitude pode, quem sabe, substituir o meu tão pedido manual.
Expressões e frases como "Eu quis dizer", ou "Ela(e) quis dizer" ou ainda "Acho que" deveriam ser substituídos por "Eu disse" "Ela(e) disse" e "Tenho certeza que".
Só assim eu vou considerar não consultar o manual. Mas, por via das dúvidas, vou deixá-lo guardado na gaveta.
Pense naquele dilema infinito no seu trabalho... Ou naquelas palavras de alguém que você não soube interpretar. Agora imagine as mesmas situações com um manual à sua disposição.
Ficou mais fácil, né?
Eu sei, você está pensando: "Mas se tudo tivesse um manual, qual seria a graça da vida?".
Arrisco a dizer que, se houvesse um manual, nós perderíamos menos tempo com suposições, borboletas no estômago, achismos infundados e manteríamos a nossa atenção no que de fato importa.
Algum texto por aí diz que a felicidade está em buscá-la, ou algo que o valha. Eu discordo. Se fosse, de fato, o caminho não seria espinhoso e desleal.
Ou seja, a suposição está equivocada. Na verdade, a felicidade da proposição está em superar obstáculos. Não a vejo assim também. E nem é de felicidade que estamos falando.
A questão aqui, é no fim das contas, um pedido para que as pessoas sejam mais claras e sinceras possível, ou tanto quanto puderem ser.
Esse tipo de atitude pode, quem sabe, substituir o meu tão pedido manual.
Expressões e frases como "Eu quis dizer", ou "Ela(e) quis dizer" ou ainda "Acho que" deveriam ser substituídos por "Eu disse" "Ela(e) disse" e "Tenho certeza que".
Só assim eu vou considerar não consultar o manual. Mas, por via das dúvidas, vou deixá-lo guardado na gaveta.
segunda-feira, 21 de março de 2011
Por um mundo sem você, talvez...
Talvez eu não tivesse que escrever este post agora.
Talvez eu tenha demorado pra atualizar o blog, mas talvez tenha esperado o tempo certo.
É, talvez... Você, que não passa de uma palavra, tornou-se dispensável para mim. Por sua culpa, talvez, as pessoas não têm certeza de onde ir, o que fazer e o que pensar. Inclusive eu, que sou um Inconsequente.
Por isso, peço que você fique o mais longe possível de mim e das pessoas que me cercam. Você, talvez, só causa estranheza, incerteza e desconfiança. Eu sei, talvez, você não tem culpa. Já nasceu assim.
Talvez, você seja o responsável pela maioria das atitudes das pessoas. Eu sei que elas só se movimentam quando sentem-se desconfortáveis. Você, talvez, instiga a não-acomodação alheia. Admiro isso. E só.
Talvez você nem saiba que a culpa por fim de relacionamentos, por conclusões precipitadas, por passos mal dados, por caminhos tortos e outras coisas do gênero, seja sua.
Mas talvez, por isso mesmo, eu queira você bem longe. Você é tão perigoso que não mede e não conhece, talvez, a força que tem.
Eu sei também, que não é você quem vai atrás das pessoas para inundar as suas vidas com insegurança, talvez. É o contrário que, na maioria das vezes acontece. As pessoas, ou no caso, nós, é que deixamos, ou mais, convidamos você para passar um tempo em nossas casas.
Você é como aquela mulher do golpe do baú. Chega de mansinho, vai tomando conta da nossa vida, e quando percebemos a sua presença e as suas reais intenções, já é tarde.
Mas, apesar disso, às vezes, talvez seja você que nos faz entender o real valor das coisas. Não que isso seja o correto. Até por que, mesmo quando você ensina alguma coisa, você talvez esteja atrasado, e esse entendimento já não vale de mais nada.
Percebi isso ao ler uma frase que no twitter, acabei retuitando no domingo. Ela exemplifica bem o efeito do talvez, e que, talvez, ainda não tenhamos nos dado conta:
"Se você precisou da minha ausência para saber do meu valor, é porque talvez você nunca tenha merecido a minha presença."
Por isso, e por tudo isso, talvez, desejo que um dia, quem sabe, você possa evoluir e se tornar uma certeza dessas bem grandes, que por mais avassaladoras que sejam, trazem no seu mínimo bem o máximo que o talvez pode trazer.
Talvez eu tenha demorado pra atualizar o blog, mas talvez tenha esperado o tempo certo.
É, talvez... Você, que não passa de uma palavra, tornou-se dispensável para mim. Por sua culpa, talvez, as pessoas não têm certeza de onde ir, o que fazer e o que pensar. Inclusive eu, que sou um Inconsequente.
Por isso, peço que você fique o mais longe possível de mim e das pessoas que me cercam. Você, talvez, só causa estranheza, incerteza e desconfiança. Eu sei, talvez, você não tem culpa. Já nasceu assim.
Talvez, você seja o responsável pela maioria das atitudes das pessoas. Eu sei que elas só se movimentam quando sentem-se desconfortáveis. Você, talvez, instiga a não-acomodação alheia. Admiro isso. E só.
Talvez você nem saiba que a culpa por fim de relacionamentos, por conclusões precipitadas, por passos mal dados, por caminhos tortos e outras coisas do gênero, seja sua.
Mas talvez, por isso mesmo, eu queira você bem longe. Você é tão perigoso que não mede e não conhece, talvez, a força que tem.
Eu sei também, que não é você quem vai atrás das pessoas para inundar as suas vidas com insegurança, talvez. É o contrário que, na maioria das vezes acontece. As pessoas, ou no caso, nós, é que deixamos, ou mais, convidamos você para passar um tempo em nossas casas.
Você é como aquela mulher do golpe do baú. Chega de mansinho, vai tomando conta da nossa vida, e quando percebemos a sua presença e as suas reais intenções, já é tarde.
Mas, apesar disso, às vezes, talvez seja você que nos faz entender o real valor das coisas. Não que isso seja o correto. Até por que, mesmo quando você ensina alguma coisa, você talvez esteja atrasado, e esse entendimento já não vale de mais nada.
Percebi isso ao ler uma frase que no twitter, acabei retuitando no domingo. Ela exemplifica bem o efeito do talvez, e que, talvez, ainda não tenhamos nos dado conta:
"Se você precisou da minha ausência para saber do meu valor, é porque talvez você nunca tenha merecido a minha presença."
Por isso, e por tudo isso, talvez, desejo que um dia, quem sabe, você possa evoluir e se tornar uma certeza dessas bem grandes, que por mais avassaladoras que sejam, trazem no seu mínimo bem o máximo que o talvez pode trazer.
domingo, 20 de fevereiro de 2011
A honestidade de relacionamento
Esse é um termo que venho usando há uns anos. Resolvi ser honesto com os meus relacionamentos e honesto com as pessoas que resolvem se relacionar comigo.
A princípio, pode parecer simples. Mas acho que tem muito mais de Inconsequente do que parece.
Ser honesto em um relacionamento é começar por você mesmo. Assumir seus sentimentos, ou a ausência deles, é uma boa maneira de começar. Entender o que passa, escutar seu coração (ou a razão) em muitos casos pode ser crucial.
A honestidade não é tão simples de ser encontrada. Por isso, escutar amigos, amigas e família pode ser um passo importante pra que você seja mais honesto com os seus sentimentos. E então, a partir daí, mais honesto com os outros que são impactados pelas suas decisões.
Mas não se engane: quem determina a sua honestidade é você. E não é necessário dizer com todas as letras e palavras o que você sente, nem tão pouco perguntar diretamente sobre seu caso (leia o post "Isso é uma indireta"). A ideia é refletir sobre, capisce?
Inclusive, demonstrar a sua decisão para outra pessoa, fazer com que esses sentimentos sejam visíveis e decifráveis também faz parte desse processo. Sejam elas decisões boas ou ruins. A longo prazo ou a curto prazo. De amor ou de aventura.
Desligar-se de um relacionamento por completo pra poder começar outro é tão honesto que deveria ser pré-requisito. É o tipo de atitude que resguarda ambas as partes. O contrário, acaba caindo no clichê que do poderia ter sido e não foi.
Na prática, isso significa se livrar de fotos de cabeceira (e não guardá-las em uma caixa pra olhar de vez em quando), apagar depoimentos e esquecer determinadas coisas. Incluir nos planos e tornar prioridade. Mais que isso: desocupar o coração para receber outra pessoa.
O último ponto que define a honestidade de relacionamento é uma atitude que os nossos bisavós já invocavam, mas que é muito difícil de realizar: se colocar no lugar do outro. Essa atitude dá uma ótima noção, mesmo que sob a ótica pessoal, de honestidade de relacionamento, de respeito, admiração e perenidade.
A honestidade de relacionamento não é imposta. É sentida, e deve ter a ingênua condição de ser exercida.
A princípio, pode parecer simples. Mas acho que tem muito mais de Inconsequente do que parece.
Ser honesto em um relacionamento é começar por você mesmo. Assumir seus sentimentos, ou a ausência deles, é uma boa maneira de começar. Entender o que passa, escutar seu coração (ou a razão) em muitos casos pode ser crucial.
A honestidade não é tão simples de ser encontrada. Por isso, escutar amigos, amigas e família pode ser um passo importante pra que você seja mais honesto com os seus sentimentos. E então, a partir daí, mais honesto com os outros que são impactados pelas suas decisões.
Mas não se engane: quem determina a sua honestidade é você. E não é necessário dizer com todas as letras e palavras o que você sente, nem tão pouco perguntar diretamente sobre seu caso (leia o post "Isso é uma indireta"). A ideia é refletir sobre, capisce?
Inclusive, demonstrar a sua decisão para outra pessoa, fazer com que esses sentimentos sejam visíveis e decifráveis também faz parte desse processo. Sejam elas decisões boas ou ruins. A longo prazo ou a curto prazo. De amor ou de aventura.
Desligar-se de um relacionamento por completo pra poder começar outro é tão honesto que deveria ser pré-requisito. É o tipo de atitude que resguarda ambas as partes. O contrário, acaba caindo no clichê que do poderia ter sido e não foi.
Na prática, isso significa se livrar de fotos de cabeceira (e não guardá-las em uma caixa pra olhar de vez em quando), apagar depoimentos e esquecer determinadas coisas. Incluir nos planos e tornar prioridade. Mais que isso: desocupar o coração para receber outra pessoa.
O último ponto que define a honestidade de relacionamento é uma atitude que os nossos bisavós já invocavam, mas que é muito difícil de realizar: se colocar no lugar do outro. Essa atitude dá uma ótima noção, mesmo que sob a ótica pessoal, de honestidade de relacionamento, de respeito, admiração e perenidade.
A honestidade de relacionamento não é imposta. É sentida, e deve ter a ingênua condição de ser exercida.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
O Inconsequente
Prazer, Inconsequente.
Você já pode imaginar que, pelo nome, este espaço não vai fazer média com ninguém. Palavras não serão medidas, a "social" não será repeitada e mentiras estão fora de cogitação. A verdade é sempre mais dolorida.
Relacionamentos, esportes, polêmicas, religião serão assuntos recorrentes por aqui, e também o que mais der na telha. Afinal, o Inconsequente aqui sou eu e falo sobre o que eu quiser.
O fato é que, o conteúdo aqui postado poderá trazer (ou não) consequências pra mim, pra você ou pra outro ser qualquer. Uma inconsequência é que não vai trazer.
Você não tem a obrigação de ler, de comentar, de repercutir. Mas se o fizer, por favor, não seja um inconsequente.
Você já pode imaginar que, pelo nome, este espaço não vai fazer média com ninguém. Palavras não serão medidas, a "social" não será repeitada e mentiras estão fora de cogitação. A verdade é sempre mais dolorida.
Relacionamentos, esportes, polêmicas, religião serão assuntos recorrentes por aqui, e também o que mais der na telha. Afinal, o Inconsequente aqui sou eu e falo sobre o que eu quiser.
O fato é que, o conteúdo aqui postado poderá trazer (ou não) consequências pra mim, pra você ou pra outro ser qualquer. Uma inconsequência é que não vai trazer.
Você não tem a obrigação de ler, de comentar, de repercutir. Mas se o fizer, por favor, não seja um inconsequente.
Assinar:
Postagens (Atom)